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Lifestyle
Suprema Corte dos EUA derruba tarifas e reabre espaço para exportação de iates
Decisão elimina sobretaxas durante a gestão Trump e melhora perspectivas para a indústria náutica nacional, que projeta retomada de negócios
Por Hugo Cilo
Jaqueline Mendes
Jaqueline Mendes
Compartilhe Publicado em: 27/04/2026 às 20:53
Última atualização: 28/04/2026 às 21:22
Imagens: Divulgação/Triton Yachts
Allan Cechelero, diretor da Triton Yachts, diz que a medida vai permitir um planejamento comercial mais previsível A revogação das tarifas sobre produtos importados pelos Estados Unidos, determinada pela Suprema Corte do país, recolocou as exportações brasileiras no radar do mercado americano. A medida anula as cobranças instituídas com base na International Emergency Economic Powers Act, incluindo a alíquota padrão de 10% e taxas adicionais aplicadas a parceiros comerciais específicos. O movimento tende a reduzir barreiras e restabelecer condições de competitividade para empresas brasileiras que atuam no comércio exterior.
Durante o período de vigência das sobretaxas, o fluxo de exportações do Brasil para os Estados Unidos sofreu retração relevante. Dados da Secretaria de Comércio Exterior, vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, mostram que as vendas recuaram 18,5% em agosto de 2025 e 20,3% em setembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior, refletindo o impacto direto das medidas sobre preços e demanda.
No segmento náutico, altamente dependente do mercado americano, os efeitos foram ainda mais expressivos. Com tarifas que chegaram a 50%,
empresas do setor chegaram a projetar queda superior a 30% nas exportações de embarcações, especialmente em categorias como lanchas e iates. A reversão do cenário, no entanto, já altera as expectativas da indústria para os próximos ciclos.
O estaleiro paranaense Triton Yachts, que direciona atualmente cerca de metade de sua produção aos Estados Unidos por meio da marca Hanover, prevê ampliar essa participação para até 60% em 2026. A empresa avalia que a retirada das tarifas restabelece a previsibilidade comercial e destrava negociações que estavam paralisadas.
“Foi um período de maior cautela nas negociações, principalmente pelo impacto direto no preço final e na competitividade do produto brasileiro. Mesmo assim, conseguimos manter presença no mercado americano, com uma base de clientes consolidada e demanda recorrente. A retirada das tarifas abre espaço para a reativação de negociações que haviam sido suspensas, além de permitir um planejamento comercial mais amplo e previsível para os próximos ciclos”, afirma Allan Cechelero, diretor da Triton Yachts.
Segundo o executivo, o posicionamento das embarcações brasileiras nos Estados Unidos está sustentado por uma combinação de fatores que incluem custo competitivo, design, incorporação tecnológica e capacidade de personalização. “A personalização pesa na decisão de compra. Conseguimos adaptar layout, acabamento e motorização conforme o perfil do cliente, mantendo padrão internacional e todas as certificações exigidas”, diz.
Entre os produtos com maior aceitação no mercado americano está a Hanover 387, lancha de 38 pés voltada ao lazer e a estadias prolongadas.
O modelo reúne soluções como plataformas laterais retráteis, que ampliam a área beneficioso junto ao mar e facilitam o acesso à água, além de cabine fechada com suíte e banheiro completo. O convés integra hard top rígido, espaço gourmet e áreas de convivência, em um projeto que prioriza conforto e funcionalidade.
Inspirado em referências europeias, o conjunto tem contribuído para consolidar a presença da marca no exterior, em um momento em que o setor volta a enxergar crescimento com a reabertura comercial.
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